A nossa luta é justa e vai continuar!

Contra o sadismo da mídia, continuar a luta pela transformação!

A histeria que a grande mídia corporativa vem fazendo em torno do acidente ocorrido com o cinegrafista da Band, um jornalista que trabalhava na linha de frente dos protestos por ordem de seus patrões e sem nenhum equipamento de proteção, nada mais é do que a tentativa desesperada da reação em conter as manifestações que desde junho de 2013 vem ocorrendo com crescente massividade e combatividade, principalmente no estado do Rio de Janeiro.

A morte deste jornalista deve ser lamentada, mas não como a única de todos os protestos, e sim como mais uma perpetrada por esse Estado assassino cujas ações nas manifestações vêm sendo cada vez mais nefastas e criminosas.

A violência desorganizada das massas de manifestantes é simples defesa contra a truculência policial que dia a dia acomete nosso povo nas ruas, nas favelas, nos bairros pobres e contra os camponeses em luta pela terra.

Aliás, se é pra falar de mortes nas manifestações não podemos esquecer que é muito longa a lista de crimes cometidos pelo Estado. Em junho de 2013 uma gari, Cleonice Moraes, de 54 anos, foi assassinada em Belém do Pará pelo uso indiscriminado de gás lacrimogêneo; a primeira vítima registrada das manifestações foi um jovem que foi atropelado, o estudante Marcos Delefrate, de 18 anos, morto por Alexsandro Ishisato de Azevedo, que avançou sobre as pessoas que protestavam em Ribeirão Preto (SP); em outra manifestação mais duas mulheres morreram em decorrência de atropelamentos em uma rodovia de Cristalina, em Goiás: Valdinete Rodrigues Pereira e Maria Aparecida que morreram no local enquanto o condutor fugiu sem prestar socorro; todos devem lembrar dos jovens mineiros que caíram do viaduto durante ofensiva policial, um deles o estudante Douglas Henrique Oliveira, de 21 anos. Também vítima do uso abusivo do gás morreu Fernandão, ator e cantor Fernando da Silva Candido que passou 38 dias internado por complicações respiratórias e parada cardíaca.

Enfim, a lista desses nomes é enorme e nem caberia nesta breve nota, mas não podemos deixar de ressaltar que neste mesmo protesto do dia 06, morreu um idoso que foi atropelado enquanto fugia atordoado dos efeitos do gás lançado por policiais. Alguém ouviu falar na morte deste senhor? Nem se compara a repercussão de sua morte com o acidente do cinegrafista na mídia. Será que ele não tinha ninguém pra chorar por ele?

Isso sem falar de Leonardo Costa, Leandro Silva dos Santos e outros manifestantes (foram pelo menos 7!!) que foram alvejados à bala no dia 17 de junho no protesto em frente à Alerj, e do caso mais recente de Fabrício Chaves em São Paulo, atingido de forma covarde por um grupo de 5 policiais quando já havia se rendido.

Fora as demais vítimas dos cassetetes, das balas de borracha, dos sprays de pimenta, inclusive os jornalistas, vítimas indistintas das ações policiais, ou já foram esquecidos os muitos que chegaram a perder a visão durante a cobertura das manifestações?! E sobre a conduta violenta e repressiva contra a legitima luta dos professores pela Educação? Será que alguém consegue esquecer?

Sem falar, é claro, da violência rotineira e silenciosa, dos números dignos de uma guerra, dos assassinatos silenciados pela mídia que ocorrem nas favelas, os milhões de Amarildos, trabalhadores, filhos e pais de famílias que jamais serão enterrados, que além de serem sujeitos a uma vida miserável sem um pingo de direitos humanos, vivem sempre em luta por sua dignidade e são assassinados das formas mais vis e brutais, sem merecer da mesma mídia histérica a menor nota por seu falecimento, e, quando muito, suas famílias ainda tem que provar que não são os mortos os bandidos da história, os culpados de seu próprio assassinato.

Para ficar claro, no mesmo dia dessa manifestação tão polêmica, morreram 3 operários em uma obra do PAC para a Copa do Mundo. Onde é que a vida desses operários vale menos que a vida do estimado jornalista? Uma menina, uma bebê de um ano de vida, a menina Gabriele foi assassinada covardemente pela mesma policia militar em Cabo Frio e esta mereceu uma reles nota na mídia, isso porque a população revoltada queimou ônibus para denunciar a sua morte. Onde que a vida desta criança não merece ser igualmente chorada e alardeada e os seus responsáveis punidos?

Não, companheiros! Não podemos aceitar essa culpa que tentam nos impor! Se as manifestações estão violentas elas assim estão por serem fruto de uma sociedade em que a morte violenta do povo é algo comum e natural! Não podemos aceitar que a legítima defesa de jovens que estão nas ruas lutando pelos seus direitos seja vista como uma aberração! Aberração é a violência legitimada, covarde e naturalizada com a qual o Estado age contra o povo diariamente!

Há muito que o sangue tem escorrido do lado do povo! Quando este se levanta é acusado de violento, mas não aceitaremos isso! Devemos dar um basta à legitimidade de que é o Estado burguês-latifundiário que tem o monopólio da violência! O povo tem sim o direito de se defender! E vai seguir se defendendo sejam quais forem as armas que tiver à disposição: paus, pedras, foices, e ideologia proletária!

Basta de seguirmos sendo oprimidos e aceitando de cabeças baixas!

Quem tem motivos para se envergonhar de tudo o que acontece nesse país é a mesma mídia que segue nos acusando! Essa mídia podre que cada vez mais se afasta do verdadeiro jornalismo investigativo que deveria defender os interesses do povo! É ela que corrobora em cada novelinha funesta a distorção de valores verdadeiramente humanos, disseminando, principalmente o preconceito contra os pobres; em cada telejornal, procura legitimar ao máximo a lógica suprema da violência do Estado, defendendo com este os interesses de um grupelho de empresários facínoras e sanguessugas!

Os de cima sabem que já não podem governar como antes! Não aceitemos esse bombardeio ideológico da mídia! Respondamos com audácia e cabeça erguida: nossa luta continua!

lutar não é crime

Abaixo o terrorismo de Estado!

Viva a luta do povo pelos seus direitos!!

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