SÓ A MULHER PROLETÁRIA PODE COMBATER A OPRESSÃO FEMININA!

As mulheres, como os homens, são reacionárias, centristas ou revolucionárias. Não podem, portanto, combater juntas a mesma batalha. No atual panorama humano, a classe diferencia os indivíduos mais que o sexo”. José Carlos Mariátegui

ImagemNós, mulheres do Movimento Feminino Popular, defendemos que a luta pela emancipação das mulheres de nosso povo, pela sua libertação enquanto classe, passa, obrigatoriamente, no Brasil, pela revolução democrática que seguirá ininterrupta até o socialismo.

Diferentemente da teoria feminista burguesa, não acreditamos que o mundo deva ser mais ou menos feminino para ser mais justo. Afinal, uma latifundiária tem mais “sensibilidade” para tratar o problema agrário e camponês? Ela não expulsaria aqueles que tomassem suas terras? As empresárias exploram menos seus operários, pagam-lhe melhores salários? As mulheres parlamentares fazem leis mais justas e são menos corruptas? As policiais femininas são menos violentas ao reprimir o povo? Por acaso são suas balas menos letais?

 Somos contrárias à tese feminista de ideologia burguesa que historicamente aparece defendendo como contradição principal a luta entre homens e mulheres em geral, camuflando a raiz da opressão da mulher. Com sua proposição de “união de todas as mulheres” independentemente de sua classe social, o movimento feminista burguês divide o movimento popular, afasta desta luta as mulheres das classes exploradas. O oportunismo, ao transformar a luta da mulher numa disputa única e exclusiva de reivindicações de gênero, entre o feminismo e o machismo, entre homens e mulheres, afasta a mulher da luta popular e das verdadeiras raízes da opressão feminina: o surgimento da propriedade privada na história da humanidade, a consequente divisão da sociedade em classes e a resolução do problema da herança sob a família patriarcal, quando a mulher passou a ser “posse” do homem, a fim de garantir a legitimidade dos seus filhos.

O MFP defende a participação da mulher na luta de classes, por meio da organização e política proletárias, nossa luta não é contra os companheiros de nossa classe, mas junto a estes, contra os exploradores do nosso povo, a fim de destruir o jugo do latifúndio, do imperialismo e o fim da sociedade de classes.

Entendemos por mundo mais justo, o fim da exploração do ser humano pelo ser humano, o fim desta sociedade de homens e mulheres exploradores, sugando o suor e o sangue de homens e mulheres explorados.

Artigo baseado em textos e entrevistas do MFP publicados no Jornal A Nova Democracia. Leia mais em: http://anovademocracia.com.br/blog/?p=4609

PARA A MULHER SE LIBERTAR DE TODA OPRESSÃO

SÓ COM A LUTA PROLETÁRIA E A REVOLUÇÃO!

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