Viva a heroica resistência camponesa de Corumbiara!

Aos 18 anos da Batalha de Santa Elina, a LCP ocupa o Incra de Rondônia

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No dia 9 de agosto de 1995 ocorreu um dos episódios mais sangrentos da luta pela terra na história recente do Brasil, que ficou conhecido como o massacre de Corumbiara-RO. O resultado foi de 12 camponeses assassinados, alguns desaparecidos, mais de 200 com sequelas de torturas e maus tratos depois de presos, e vários camponeses que morreram posteriormente em decorrência das agressões.

Abaixo 1: Campo de concentração e torturas mantido por policiais e pistoleiros.

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Abaixo 2: a pequena Vanessa de apenas 7 anos, assassinada com um tiro nas costas após ter se recusado a caminhar sobre o cadáver de seus pais.

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O massacre só não foi maior por que os camponeses resistiram heroicamente com paus, foices e espingardas velhas contra policiais e pistoleiros armados até os dentes que atacaram o acampamento de madrugada lançando bombas de gás e disparando contra 600 famílias de homens, mulheres e crianças que lutavam por um pedaço de terra. Até hoje nenhum dos mandantes foi punido.

Desde 2001 as famílias vítimas do massacre organizaram o CODEVISE Comitê de defesa das Vitimas de Santa Elina e iniciaram a luta por indenização, tratamento médico e corte da fazenda. Em 2008 após ficarem acampadas em Brasília e não terem suas reivindicações atendidas, as famílias decidiram retomar a fazenda Santa Elina. Após uma primeira tentativa em 2008 retomaram a área da fazenda em julho de 2010 e realizam o corte das terras em dezembro do mesmo ano entregando as terras a mais de 250 famílias.

Passados dezoito anos de Corumbiara a situação da luta pela terra em Rondônia só fez piorar. A política agrária do governo Lula/Dilma (PT) tem sido a de investir bilhões no agronegócio exportador de matéria prima barata (soja, cana e carne) e apenas migalhas para a chamada agricultura familiar, responsável pela maior parte dos alimentos consumidos no país. A situação atual de crise em que se afunda o país obriga Dilma a cortar ainda mais os já poucos recursos para reforma agrária.

E o problema agrário que opõe de um lado um punhado de grandes latifundiários que detém a maior parte das terras e de outro lado milhões de camponeses pobres sem terra seguiu se agravando, pois durante esses anos de gerenciamento petista aumentou a concentração de terras e diminuiu o número de famílias assentadas.

Esta política repressiva encorajou os grandes latifundiários a atuarem com seus bandos armados na expulsão e assassinatos de camponeses e povos indígenas.

Em meio à onda de manifestações que sacodem o país, chamamos atenção para esse importante fato, lembrando que a política de truculência e violência policial que reprime na avenida, é a mesma que assassina nas favelas e no campo.

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Os camponeses exigem a regularização das terras, fim dos despejos, denunciam a falência da reforma agrária do governo e apontam a Revolução Agrária como único caminho para solucionar o secular problema agrário no Brasil.

O INCRA e a Ouvidoria Agrária age como se fossemos bandidos. Não aceitamos mais negociações com a presença de policiais de qualquer patente. Somos trabalhadores e exigimos respeito. Polícia deveria ser pra prender político corrupto, não pra reprimir o povo. Seguimos o exemplo da manifestação de jovens e do povo brasileiro que se levantou em todo o Brasil e denunciamos que a reforma agrária do governo Dilma é uma mentira!”, foi enfático um jovem acampado.

À Liga dos Camponeses Pobres, nosso total apoio na luta pela terra.

Terra pra quem nela vive e trabalha!

 Viva a Revolução agrária!

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