Um grito de revolta ecoa pelos ares

rio-protesto de 1 milhão

ÁS MULHERES E TODO POVO CARIOCA:

FORA CABRAL! REBELAR-SE É JUSTO!

 

Numa grande onda de rebeldia, explodem manifestações e protestos em todo o país. O estopim inicial foi o aumento abusivo das passagens de ônibus. Prontamente a resposta do Estado através de seus governos foi a brutal repressão as passeatas.

A resposta do povo foi mais mobilização e mais combatividade. Novas bandeiras foram levantadas: Saúde, educação, contra os gastos milionários com a copa e olimpíadas, contra todos os governos, municipal, estadual e federal. Enfim tudo o que representa o podre Estado Brasileiro e seus governos. Intimidados pela ação do povo, se apressam em revogar o aumento das tarifas, e também começaram junto com a imprensa reacionária, tentar desviar o movimento, chamando os manifestantes de vândalos, arruaceiros etc, dizendo como e quando .devemos fazer manifestações. Tudo isso, para tentar transformar a rebelião popular contra este velho estado em um movimento festivo por ética, ordeiro por uma “reforma política”.

Nesta rebelião as mulheres estão sempre na linha de frente, ao lado de seus companheiros e filhos, lutando junto com a sua classe.

Em meio à profunda crise do capitalismo em todo o mundo, nem a propaganda enganosa do Estado e dos monopólios de imprensa conseguem disfarçar o que o povo sente na pele.

Vem à tona, a insatisfação popular, revelando o esgotamento da política de superexploração do trabalho, tapeações, e a propaganda de um país de progresso e melhorias, que não correspondem a realidade, especialmente são as mulheres, que mais sofrem no dia a dia com a carestia, a falta de perspectiva de vida de seus filhos, com a má qualidade da educação e a falta de serviços públicos decentes.

A Copa, tão alardeada, se revelou além de uma grande oportunidade para a roubalheira dos empresários e políticos, têm causado tragédias na vida do povo, com as remoções de comunidades e as ditas “pacificações” que criminalizam a pobreza e política de extermínio da pobreza.

E o que o Estado tem feito para responder aos anseios do povo? Por um lado, promessa de reformas, “maquiagens” que são feitas pelos mesmos e para os mesmos que seguem no poder à décadas. Por outro, a crescente violência policial. No Rio de Janeiro e em todo Brasil são feitas prisões arbitrárias (já são milhares de presos políticos no país), bombas e tiros (inclusive de armas letais) são disparados contra manifestantes.

27jun2013- integrantes de movimentos sociais realizam protesto na candelaria no centro do rio de janeiro contra acao policial nas favelas cariocas

A violência reacionária que tem se escancarado no asfalto, faz parte da velha política genocida da policia fascista do Rio comandada por CABRAL que sempre foi aplicada nas favelas e no campo, contra camponeses pobres e sem terra. Como a chacina de 13 pessoas pelo BOPE/PM ocorrida em junho na favela da Maré e o recente desaparecimento pela UPP do morador da Rocinha, Amarildo.

O Movimento Feminino Popular tem como uma de suas bandeiras a punição exemplar dos mandantes e executores de torturas, assassinatos e desaparecimentos forçados do Regime Militar, coisas que como vimos, seguem ocorrendo nos porões desta falsa democracia, verdadeira ditadura contra o povo.

O mesmo Estado perseguia militantes revolucionários, continua hoje reprimindo manifestantes, militantes e organizações revolucionárias, a população pobre do campo e da cidade, os camponeses que lutam pela terra, os índios e quem mais ousar se opor a ele.  De quatro em quatro anos, se vende a ilusão de que as eleições poderão mudar alguma coisa.

Nas últimas décadas o povo brasileiro, pacientemente, já experimentou todos os partidos eleitoreiros, dos da direita declarada aos da falsa esquerda e não há outra conclusão possível senão a de que são todos farinha do mesmo saco, cada um a seu modo, à serviço dos grandes burgueses, latifundiários e do imperialismo.

Os problemas do Brasil são estruturais e seculares, as soluções exigem transformações profundas e radicais que só a audaz e permanente mobilização das massas populares em torno de um programa revolucionário pode realizar: o Brasil precisa de uma grande Revolução de Nova Democracia!

As manifestações têm mostrado a insatisfação e disposição para a luta do povo brasileiro. Derrotar seus inimigos requer organização. Se hoje o povo é capaz de se mobilizar em centenas e milhares em manifestações, que são grande acúmulo e aprendizagem, pouco a pouco ele pode construir sólidas organizações nos locais de trabalho, nos bairros e nas escolas.

Conclamamos as mulheres a se integrar a este grande movimento para destruir essa velha sociedade e construir uma Nova Democracia, baseada no poder das massas organizadas em todo país.

No Estado do Rio de Janeiro, o fascista Sérgio Cabral foi, nos últimos anos, o responsável direto nos últimos anos por uma longa lista de crimes contra o povo: chacinas, assassinatos, remoções forçadas, entreguismo, exploração, opressão, escárnio etc, das grandes construtoras, bancos e da grande burguesia, além da corrupção e roubalheira em benefício próprio.

Cabral em uma entrevista afirmou que as mulheres das favelas eram “fábricas de produzir marginais”. Hoje as mulheres do povo nas ruas estão revelando para o país e o mundo quem é o verdadeiro bandido: Sérgio Cabral!

Por isso tudo, Cabral, seu governo e tudo o que representam, deve ser expulso pelo povo carioca, no começo de um acerto de contas por seus crimes contra o povo e seu governo: FORA CABRAL!

 

Abaixo a repressão policial! Rebelar-se é justo!

Viva a Revolução de Nova Democracia!

Despertar a fúria revolucionária da mulher!

 

 

Movimento Feminino Popular MFP – RJ

movimentofemininopopular.rio@gmail.com

mfprio.wordpress.com

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